terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Divagando...

É tão engraçado ler o que você pensou em um determinado momento.
Isso me faz pensar que quase não existe presente. O presente é muito mais rápido que um milésimo de segundo! Será que esxiste presente? Tudo isso que eu escrevi (até o final da frase), AGORA é passado!

É até... qual seria a palavra? Perturbador? É, acho que pode-se usá-la.

É assaz perturbador ver (e saber!) que qualquer coisa que você faça, escute, pense, qualquer coisa... é passado! Não volta mais. Você nunca vai poder ser igual ao que já foi; ou poder repetir fielmente algum momento.

Tempo que passou, projetos não realizados, pessoas, coisas que já aconteceram, que passaram e não voltam mais. A cada momento menos tempo tenho. Perdendo tempo para ganhar.



30/09/2007

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Palavras - Zeca Baleiro

Achei que seria diferente. Achava que ele era diferente; nós éramos diferentes, acho que achei demais, só não achei que acabaria assim...

Talvez o que mais me entristeça não seja o fato d'ele estar com outro alguém, mas sim o fato dele ter-me deixado apenas o fardo de esquecer-me dele.

Disseram-me que é mais fácil olvidar quem não foi bom pra você, hoje, posso dizer que discordo: mesmo que esse alguém lhe trate mal ou com muitos poréns e se apesar disso você ainda gostar dele, é gostar mais. Ainda pensei: não sei quem foi pior: ele, por não gostar de mim sabendo que eu gostava dele e continuar comigo, fazendo-me mal, ou eu, por deduzir que ele não gostava de mim e continuar com ele, fazendo-me mal.

Não consegui deixá-lo, nem deixá-lo com saudades, nem fazê-lo sentir que me perdeu. Não deixei-o: fui deixada, também deixada apenas com saudades - essas, do que achei que tive com ele e do que ainda teria - e lembranças.

Ele me deixou. Me deixou decepcionada, frustrada, amargurada e mal-amada. Me deixou: apenas o caminho de esquecê-lo. Às vezes eu quero continuar gostando dele: é mais cômodo sofrer por alguém do que esquecer-se dele.

Uma das piores coisas que há é deixar de sentir um sentimento bom por alguém. É TER que deixar de gostar de alguém. Já nem me lembrava da amargura de sentir-se obrigada a abandonar o amor...

enfim,

Sábado, 4 de Outubro de 2008 : "Hoje estou sentindo muita vontade de chorar, como se isso me fizesse deixar de gostar dele a cada lágrima derramada. Mas não consigo chorar. Não consigo deixar de gostar dele."

Mas ontem chorei, chorei, continuo chorando por dentro e sei que ainda tenho muitas lágrimas a derramar. Enfim, o fim começou.

"Porque não importa o quanto algo nos machuca... às vezes se livrar dele dói mais ainda." [disse-me alguém que gosto]

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

possibilidades

Quem sabe se um dia eu faço lirismo da nossa história - tão sofrida por minha parte?
Quem sabe se por isso você volta?
Quem sabe se você volta e fica mais um pouco?
Quem sabe se "por descuido ou poesia você goste de ficar"?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sou apaixonada pela poesia. Ela exerce enorme fascínio sobre minha pessoa. Não conheço muitos poetas, poemas e nem a poética. Não sei se nasci pra (ou com) esse dom, mas ao menos sei sentí-la.
Um dia, pedi a uma pessoa já muito conhecida das palavras (e da poesia) que me ensinasse a fazer poemas. Numa contestação ao meu pedido, ela me indicou uma leitura quase obrigatória para pedidos como o meu: "Cartas a um jovem poeta", de Rainer Maria Rilke.


- No livro, Kappus, um jovem poeta em dúvida sobre sua vocação lírica, pede a Rilke um conselho sobre continuar ou não no caminho das palavras; Rilke faz-lhe a seguinte pergunta: "Morrerias se não escrevesses?". Não sei a resposta, não sei se Kappus continuou na vida literária, não li o livro, ainda. -


Depois de mencionar esse livro, ela me pergunta: "Você morreria se não escrevesse?".
Alguns segundos de titubeio depois, respondo: "Não". Uma resposta também ao meu provável dom poético (?). Hoje, me peguei pensando no "Não" que falei. Refletindo sobre isso, descobri que...


Escrever.
Escrever pra mim é uma necessidade;
Escrevo quando necessito expressar-me em palavras, ou quando elas necessitam de mim;
Escrevo quando quero decifrar-me, entender-me no âmago do possível.
Escrevo quando os sentimentos já não cabem em mim como sentimentos: é preciso transformá-los em palavras.
Escrevo quando sinto raiva: passo-a pr'um papel e raiva deixou de ser: é catarse.
Escrevo quando estou apaixonada ou quando o amor não é recíproco, no papel torna-se lirismo, apenas.
Escrevo quando só me resta espera e esperança: profecias. Ou quando imagino e de mim nasce a utopia dos sonhos: contos de fadas.
Escrevo.




Se escrever for tão necessário quanto os amigos e eu não pudesse escrever, eu, literariamente e literalmente, certamente morreria.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Te ruego: ¡Despiértate!

Há quase duas semanas, o vi. Em mais um ato impulsivo fui até onde ele estava.
Estava dormindo. Fui para despertá-lo. Para despertá-lo. Despertá-lo.
Ele dorme quando o assunto sou eu; despertei-o para ouvir sua voz, ver seu sorriso, sentir seu cheiro e até mesmo para sofrer: olhar seus olhos, assaz magoados e misteriosos. Pudera eu ter tido a chance de consolá-los. E despertou-se. Despertou-se para todas as coisas, menos para mim.

Agia diferente. Distante. Não há muito o que falar dessa tarde. Foi uma tarde sentida.
Tentei dissimular um pouco da minha vontade de tirá-lo daquela cadeira e daquela mágoa. Fiquei andando de um lado pro outro, falando amenidades que disfarçavam o que eu realmente queria dizer.

Deitava-me em sua cama e trocávamos palavras assim: ele, como sempre, parcialmente desatento comigo, conversando trivialidades com outrem; e eu, deitada em sua cama, discretamente sentindo seu cheiro como se isso fosse o bastante.

Enfim, deitou-se ao meu lado e eu, instintivamente abracei-o com toda a ternura que pude encontrar em meu coração já cansado. Cansados estávamos. Não muito foi dito entre nós dois. As palavras proferidas originaram-se, como quase obrigatório, da minha boca: "Senti saudades", disse, o que foi mais uma catarse não-recíproca.

Continuamos abraçados, cada um falando em silêncio. Quantas foram as minhas lamentações e declarações não ouvidas! Desse silêncio, pude ouvir o que ele não sabia me dizer: não. Não... Como doeu ter que escutar por mim, e não de sua boca!




Decidi esquecê-lo, e desde então, não consegui escrever mais nada.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

pois é - los hermanos

Estava passando e quase sem querer te vi. Podia ter aproveitado a chance e ter deixado você ali, com sua rotina intransgressível, como você é. Ou pelo menos, foi. [comigo] Mas não. Num impulso, voltei e fui até onde estavas. Durante o caminho ponderei entre parar o carro e te ver ou... ir embora e te deixar 'ali' e me agüentar completamente sem você até... quando?

Enfim. Parei, desci do carro e fui caminhando ao seu encontro me achando uma idiota. Cheguei com cara de idiota. Nossa conversa foi desinteressantíssima e separada pelo muro.
A situação era absurdamente sem nexo e indignei-me comigo mesma: 'vou embora', eu disse. Você me deu um beijo na mão, e muito arrependimento. Voltei com cara de idiota.

Talvez arrependimento não seja a palavra certa. Não sei. Mas quase tudo que eu fiz contigo foi o que queria que fizesses por mim. Talvez arrependimento por não ter feito mais ou melhor. Talvez nunca deverias ter escrito na parede do meu quarto:

"Você tem que vir comigo em meu caminho
E, talvez, o meu caminho seja triste prá você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
E os seus braços, o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois. "

Poderia ter sido qualquer outro trecho, mas não de 'Minha Namorada'; não de Vinicius de Moraes.

sábado, 4 de outubro de 2008

assim,

Sabe o que é olhar nos olhos de alguém buscando alguma razão para persistir e não conseguir encontrar nada, nenhum sentimento, e ainda assim continuar buscando?

Olhar nos olhos dele com uma intensidade quase brutal, como se assim eu conseguisse deixar algum sentimento ali, tentar compreender esse olhar tão misterioso que me prende, me absorve, me enamora, que me mata... me mata todos os dias um pouco.
Percebi que escrevo mais quando estou triste, desiludida, um pouco morta; e percebi também que ando escrevendo demais.
Hoje estou sentindo muita vontade de chorar, como se isso me fizesse deixar de gostar dele a cada lágrima derramada. Mas não consigo chorar. Não consigo deixar de gostar dele.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

cansando de esperança

"- Porque eu sou assim. - disse.

- Vê até onde vai... - falou.

- Vai até eu desistir de esperança. - eu disse."





Ela espera tanto, que isso já deixou de ter sentido. "Isso", porque o que eles "têm" não pode ser classificado, porque se pudesse seria: amargura, e ela não quer consentir com essa classificação, não externamente. Não conformada.
Espera, isso não tem sentido.


(...)



E só restou a esperança, de que um dia ela não espere mais, não.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

sinto muito

finalmente ele está tão assíduo aos meus beijos, tão vulnerável ao meu corpo e às minhas palavras - e tão longe de mim...


ele me olha, mas não vê;
ele me toca, mas não percebe;
ele me escuta, mas não ouve;
ele não sente, mas eu sinto.


o que até um analfabeto saberia ler: as palavras que dizem os meus olhos o que o coração sente;
o que até um insensível poderia perceber: meu corpo, quase suplicando a presença e até mesmo a frieza do seu corpo;
o que até um surdo poderia ouvir: as palavras que a ti declamo e as que ainda não ousei dizer-te;
o que apenas um morto não sentiria, e é por isso que eu sinto: estou viva!, sinto por ele o que eu queria que ele sentisse por mim, além de todo o sentimento que possuo à parte disso: todo um passado [inventado?], presente [inventando] e futuro [inventado].

eu sinto muito por ele.
eu sinto muito por mim.








eu sinto muito por ele e eu.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

acolhe-me para muito muito tempo

'Te amo demais.'

demais: demasiado.
dizer que amas demasiadamente quer dizer que não deverias amar assim?
então, pra quê o dizes?

'Te amo o bastante.'

bastante: suficiente.
quem diz isso?
há um 'limite' para amar?


nos meus poucos dezoito anos e três meses, eu nunca vi alguém que amasse o 'sufiente'.
suficiente pra quê? pra amar até o ponto de engatar o relacionamento, senão desiste? isso não é amor, é só uma vontade medrosa de se amada. ou amado.

e eu aqui, cheia de vontades corajosas para amar demais, passar dos limites da reciprocidade, ou que passem-no por minha causa.

sempre me saciei por, a penas, três meses. nunca ninguém acolheu minha vontade por mais tempo do que isso. medrosos (egoístas?).






o amor que guardo deve ser demasiado.
















[vai ver (!) é por isso que eu tenho que estar sempre fragmentando-o]








sempre??

fechada abertamente

Esses são momentos de puro impulso. Desconheço sua origem, mas desconfio que venha de algum lugar dentro do meu ser; um sentimento que aparentemente quer atenção, quer ser palavreado em letras, quer ser citado um dia.

Uma parte do meu ser não quer a morte comum, essa, da qual todos sofrem: solteiros, tolerantes, apaixonados, ignorantes, amantes, desiludidos, amantes, realizados, aventurados, traídos, conformados, ... Essa metade do que (pelo menos penso que) sou, não quer morrer; quer ser livrada, citada, valorizada.

Essa metade que me difere de mim mesma, que faz mistérios num livro aberto e folheado, afoito para ser lido e aprendido: minha outra metade.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

silenciosa mente

É ele! e pra ele que eu me declaro todos os dias com esse meu silêncio ruidoso.
Um silêncio que fala, mas o que realmente quer dizer, silencia...

domingo, 3 de agosto de 2008

Há muita coisa a dizer que não sei como dizer. Faltam as palavras. Mas recuso-me a inventar novas: as que existem já devem dizer o que se consegue dizer e o que é proibido. E o que é proibido eu adivinho. Se houver força. Atrás do pensamento não há palavras: é-se. Minha pintura não tem palavras: fica atrás do pensamento. Nesse terreno do é-se sou puro êxtase cristalino. É-se. Sou-me. Tu te és.



Clarice Lispector

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

ematlepmoc

se tu pudesses fazer-me um favor, eu te diria:
há um vazio;
preenche-o.





[não apenas poder: querer, ou até necessitar]






me sinto
vulnerável
a qualquer permanência de substituição do mesmo.

mimme

te encontrei.
te encontrei.
te encontrei em mim!
e só voltei para te encontrar,
nem que fosse apenas dentro de mim...

terça-feira, 20 de maio de 2008

...

ontem muita coisa fez sentido...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

edrat

hoje
eu tive uma companhia
pra ficar sozinha.
não era
exatamente
a pessoa que eu queria,
ou esperava,
mas
nesses momentos
em que você
quer
desaparecer,
deve[ria]
haver
um qualquer
que pudesse
(ao menos)
sentir
o vazio
físico
que voce
faria.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

abri (seu) meu livro

li a dedicatória,
só pra dizer:
adiós.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

saloñatsac

Yo soy la castañola
La bailaora
El cantaor
Soy el flamenco

Soy el torero
El sabor de la paella
Don Quijote
La Alhambra

Soy la siesta
¡La eñe!
Andalucía

Soy todo lo que he dicho; fundidos,
Enterrados (aunque más vivo que nunca)
en mi alma de brasileña.

segunda-feira, 3 de março de 2008

edadrevan

02h44. 27/02/2008

Na verdade, 28/02/2008, mas, quem se importa?
Já é tarde. E eu pensando nesse menino com sabor de aventur e Bob Marley.
É por ele, para ele e por mim que me dedico minutos escrevendo e fazendo um rascunho de nossas duas vidas separadas, juntas.
Até dói (um pouco) quando, de tanto pensar nele, eu chego a um ponto que percebo que perdi tempo lembrando do tempo que perdemos um na companhia do outro.
Não me atrevi a dizer juntos, porque juntos realmente não estávamos. Só pra mim.

03h00. Nesse exato momento, não penso que valha a pena trocar uma noite de descanso por mais algumas palavras destinadas à ele.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

orienajedevon

09 de Janeiro de 2008

14h23 Estou na praia, sentada. Sozinha.
Está passando um barco e ele desviou um pouco da minha atenção.
Voltando... tenho quase meia-hora desde que me sentei na areia e comecei a fazer nada. Gosto do som do mar.
Hoje, olho pro horizonte eé difícil distinguir o mar do céu; estão quase como fundidos.
É um dia de sol, e é inverno. Esse sol e dá saudade do sol brasileiro. Nesse inverno eu queria o frio físico.
Gosto de ficar sozinha para pensar. E pensando, percebi que não estava sozinha, estava comigo mesma.
Agora um casal tá passando por mim. Passaram. Tentei imaginar o que eles pensaram de uma menina, sozinha, sentada na praia, escrevendo. Não tive resposta.
Eu gosto de escrever, mas acho que as palavras me vêm mais fácil quando escrevo falando; ainda que eu goste mais de ouví-las escritas.
Palavras são uma das coisas que mais admiro. Até agora a única forma que encontrei para elogiá-las, foi com palavras: escritas, faladas ou pensadas...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Oodnajaiv

Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

depois do som do raul seixas
subi.
primeiro fui tomar banho: depois que entrei na ducha e fechei a porta, olhei pra fora e vi as cores, nao do mesmo jeito que sao, mas de um modo imperfeito, mais feio, desfocado. e senti que eu nao sabia se queria ir outro lado. o tempo foi passando e tive a sensaçao de ter um rio caindo em cima da minha cabeça, decidi sair. eu era diferente, mas saí.
as coisas pareciam mais (reais), real. comecei procurar meu lugar: tive pressa, nao queria deixar a oportunidade passar.
ja tinha escutado planta e raiz, bob marley, ahovai e radiohead.
me vesti com uma roupa confortavel, me deitei e voltei a escutar musica.
pink floyd, agora.
comecei a escrever. nao encontrei algo para explicar porque, eu nao me lembro nem qual é a diferenca dos porques.
so que agora eu quero escutar mais algumas musicas.
e dormir.

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domingo, 6 de janeiro de 2008

otnis od açnaruges

sinto saudades sem precisar de recipro-cidade;
sinto desde que la estava,
sinto desde que aqui estou.
sinto de -segurança- do sinto