terça-feira, 14 de outubro de 2008

pois é - los hermanos

Estava passando e quase sem querer te vi. Podia ter aproveitado a chance e ter deixado você ali, com sua rotina intransgressível, como você é. Ou pelo menos, foi. [comigo] Mas não. Num impulso, voltei e fui até onde estavas. Durante o caminho ponderei entre parar o carro e te ver ou... ir embora e te deixar 'ali' e me agüentar completamente sem você até... quando?

Enfim. Parei, desci do carro e fui caminhando ao seu encontro me achando uma idiota. Cheguei com cara de idiota. Nossa conversa foi desinteressantíssima e separada pelo muro.
A situação era absurdamente sem nexo e indignei-me comigo mesma: 'vou embora', eu disse. Você me deu um beijo na mão, e muito arrependimento. Voltei com cara de idiota.

Talvez arrependimento não seja a palavra certa. Não sei. Mas quase tudo que eu fiz contigo foi o que queria que fizesses por mim. Talvez arrependimento por não ter feito mais ou melhor. Talvez nunca deverias ter escrito na parede do meu quarto:

"Você tem que vir comigo em meu caminho
E, talvez, o meu caminho seja triste prá você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
E os seus braços, o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois. "

Poderia ter sido qualquer outro trecho, mas não de 'Minha Namorada'; não de Vinicius de Moraes.

Um comentário:

B. disse...

"Se você quer ser minha namorada, ah! que linda namorada você poderia ser..."
Texto lindo! Vez ou outra penso que deveriam nos deixar quietas, pois quando não alimentam, o amor não cresce. Mas nenhuma vida vale se for só felicidade. Muito menos a nossa. Que poeta só é grande se sofrer.

Te dediquei meu Meme. Se puder, dê uma olhada. Logo eu volto com os textos.
Um beijo!