terça-feira, 28 de outubro de 2008

Te ruego: ¡Despiértate!

Há quase duas semanas, o vi. Em mais um ato impulsivo fui até onde ele estava.
Estava dormindo. Fui para despertá-lo. Para despertá-lo. Despertá-lo.
Ele dorme quando o assunto sou eu; despertei-o para ouvir sua voz, ver seu sorriso, sentir seu cheiro e até mesmo para sofrer: olhar seus olhos, assaz magoados e misteriosos. Pudera eu ter tido a chance de consolá-los. E despertou-se. Despertou-se para todas as coisas, menos para mim.

Agia diferente. Distante. Não há muito o que falar dessa tarde. Foi uma tarde sentida.
Tentei dissimular um pouco da minha vontade de tirá-lo daquela cadeira e daquela mágoa. Fiquei andando de um lado pro outro, falando amenidades que disfarçavam o que eu realmente queria dizer.

Deitava-me em sua cama e trocávamos palavras assim: ele, como sempre, parcialmente desatento comigo, conversando trivialidades com outrem; e eu, deitada em sua cama, discretamente sentindo seu cheiro como se isso fosse o bastante.

Enfim, deitou-se ao meu lado e eu, instintivamente abracei-o com toda a ternura que pude encontrar em meu coração já cansado. Cansados estávamos. Não muito foi dito entre nós dois. As palavras proferidas originaram-se, como quase obrigatório, da minha boca: "Senti saudades", disse, o que foi mais uma catarse não-recíproca.

Continuamos abraçados, cada um falando em silêncio. Quantas foram as minhas lamentações e declarações não ouvidas! Desse silêncio, pude ouvir o que ele não sabia me dizer: não. Não... Como doeu ter que escutar por mim, e não de sua boca!




Decidi esquecê-lo, e desde então, não consegui escrever mais nada.

7 comentários:

.ana disse...

oi, moça!!
valeu pelo visita no meu blog.
falando nisso, gostei muito do teu! temos visões parecidas para algumas coisas, com a diferença que tu consegue expressá-las... e eu não! heheheh
passarei mais vezes...
=)

Madame disse...

Gente... Seu post me arrepiou. Porque eu já vivi isso, exatamente isso. Eu poderia ter escrito esse post há três meses atrás, depois de mais uma tentativa frustrada de acordá-lo... Mas foi exatamente naquele dia que cansei. E meu coração decidiu seguir por outros caminhos. Mas por algum motivo, ele acordou depois, depois que eu havia dormido. E agora quem não acorda sou eu. =\
E ainda me sinto no direito de me culpar por isso. (meu último post: "não consigo suportar a dor de ser quem eu sou".)
Beijos!

R.Laplace disse...

O poema é meu sim... não tão bom quanto os outros...que tb são meus.
Amo o pequeno principe tb..

e vc pode escrever poemas quando quizer, é só ter uma folha, pegar uma caneta e abrir a mente e o coração.

Obrigada pela visita..
rice_arroz@hotmail.com

um beijo

B. disse...

Temos e vamos... assim espero. Meu prazo para passa está terminando.
Mas isso e outras coisas conversamos pelo msn, então:
biancatournierbianchi@hotmail.com

Beijo!

R.Laplace disse...

Mas aí que tá, nao precisa ter métrica!
Faça do jeito que quizer, a arte nao tem regras...nunca! so tem de ser verdadeira!

um beijo

Filipe Couto disse...

Oi, moça!

Obrigado pelo seu comentário lá no blogue!

E você é talentosa demais!

Voltarei aqui mais vezes!

Beijo!

Clrss disse...

Maravilhoso haulinha, parabéns! porraaaa.. morri aqui.

Clarissa