quarta-feira, 10 de setembro de 2008

acolhe-me para muito muito tempo

'Te amo demais.'

demais: demasiado.
dizer que amas demasiadamente quer dizer que não deverias amar assim?
então, pra quê o dizes?

'Te amo o bastante.'

bastante: suficiente.
quem diz isso?
há um 'limite' para amar?


nos meus poucos dezoito anos e três meses, eu nunca vi alguém que amasse o 'sufiente'.
suficiente pra quê? pra amar até o ponto de engatar o relacionamento, senão desiste? isso não é amor, é só uma vontade medrosa de se amada. ou amado.

e eu aqui, cheia de vontades corajosas para amar demais, passar dos limites da reciprocidade, ou que passem-no por minha causa.

sempre me saciei por, a penas, três meses. nunca ninguém acolheu minha vontade por mais tempo do que isso. medrosos (egoístas?).






o amor que guardo deve ser demasiado.
















[vai ver (!) é por isso que eu tenho que estar sempre fragmentando-o]








sempre??

fechada abertamente

Esses são momentos de puro impulso. Desconheço sua origem, mas desconfio que venha de algum lugar dentro do meu ser; um sentimento que aparentemente quer atenção, quer ser palavreado em letras, quer ser citado um dia.

Uma parte do meu ser não quer a morte comum, essa, da qual todos sofrem: solteiros, tolerantes, apaixonados, ignorantes, amantes, desiludidos, amantes, realizados, aventurados, traídos, conformados, ... Essa metade do que (pelo menos penso que) sou, não quer morrer; quer ser livrada, citada, valorizada.

Essa metade que me difere de mim mesma, que faz mistérios num livro aberto e folheado, afoito para ser lido e aprendido: minha outra metade.