segunda-feira, 18 de maio de 2009

(P)rosa triste

Eu já esperava de tudo, como sempre. Teu silêncio inicial.
Teu sermão.
Os olhares de reprovação, aos quais já me acostumei.
Acho que vou te deixar um pouco, embora me doa muito, mas é que eu sinto que a cada (des)feito meu tu vais embora.
A gente vai se perdendo.
É como se cada desfeito meu fosse apagando a imagem que tinhas de mim.
E agora ela tá sumindo... Mas eu não esperava isso.


Tu foste pra mim o meu lugar-comum, se fores embora, pra quem voltarei?

E nunca mais hei de voltar da minha perdição.
Me restará o refúgio nas palavras, e só.
Sozinha.

9 comentários:

... disse...

não

Marcella B. disse...

Tudo muito lindo por aqui. Claro. Raro.

Obrigada pelos comentários no blogue!

.ana disse...

palavras um tanto úteis pra mim.
sei o que é isso...

beijooo!

Dênis Rubra disse...

Eu diria que palavras também são uma perdição.
parabens!

Madame disse...

Ah, palavras... Eu gostaria de saber dizê-las como você.
Beijo.

Madame disse...

Peguei um trecho do seu post. Está no meu blog, com os devidos créditos. Mas é que cabia tão bem...

Beijo.

Silvia disse...

Todo mundo passou, passa ou passará por isso. ;)

Beijos

Wellington Campos disse...

Olá!

Obrigado pela visita lá no blog e pelo link aqui. Gostei muito do seu palavrório. Longe de qualquer excesso sugerido pelo sufixo, aqui as palavras parecem encontrar o lugar exato.

Um abraço.

WagnerJava disse...

adorei esse, é exatamente o que estou vivendo no momento.
Peço-te permissão, para recitar este belo poema à alguém especial, porém ausente!
Simplesmente, perfeito!