terça-feira, 7 de julho de 2009

Metarosalinguagem

A rosa. Ela era muito bem cuidada, no entanto, suas pétalas caíram. Caíram porque a rosa já não as suportava, aquelas pétalas lhe pesavam, doíam. Doíam porque eram pétalas vermelhas e vívidas, lindas, mas já não combinavam com o interior daquilo que deveria ser uma rosa. Eu era muito bem cuidada, mas com o pesar do tempo e de todos os seus pesares, feneci. Emudeci. Emudecida até te encontrar. Encontrar-te foi como encontrar-me. Em lugares inusitados e de formas inusitadas. É encontrar-me em ti, em nós e dentro de mim mesma. Olhuda. Risonha. Sonhadora. Tudo passou a ter graça. Olhos de graça. A cada pôr-do-sol nascia na rosa uma nova pétala. Pouco a pouco, aquela haste verde e labirintalmente espinhosa voltava a ser rosa.
Estou voltando a ser uma rosa.




4 comentários:

Eduardo disse...

queixo-me as rosas
que bobagem as rosaas nao falam
simplesmente as rosas exalam
um peeerfume que roubou de ti

seja a rosa que sempre sonhou.
tudo o que precisar... é só falar!

^^

Vitor disse...

Pobre do jardineiro que cuida bem da sua rosa, mas mesmo assim as pétalas dela caem. Por que? Será que para cada rosa só existe um jardineiro? Custo a acreditar, mas não vejo outra explicação.

Ótimo texto!

Beijos,
Vitor

P.S.: É difícil saber se alguma idéia é inteiramente original. A idéia do fim como ponto de fuga me ocorreu lendo o texto do blog Carina Camila, para o qual tem o link como "quote" lá no post.

Mariana disse...

Bom dia, princesa, mesmo a rosa sem petálas nunca deixa de ser uma rosa.


To com muita saudade do perfume dos seus campos, das suas roseiras.

Beijo grande, te amo demais...
e dentro do meu coração te cultivo dia a dia.

A. disse...

"É encontrar-me em ti, em nós e dentro de mim mesma." belo!