domingo, 14 de março de 2010

Dia Nacional da Poesia

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Há dias em que não temos nada
E pensamos ter tudo
Há dias em que sei que não tenho nada, mas quero ter tudo,
Fantasio ter tudo;
Pois só assim me conformo,
Ouso até dizer que me iludo,
Pensando que tenho tudo
Não tendo nada;
Nada que eu quero.
E o que eu quero é
Talvez, tão simples que nem o
Piscar de olhos sadios e
Felizes, o que falta nos meus.




Achei hoje um poeminha meu, em sua forma bruta, escrito em meados de 2005, quando eu tinha 14 anos de primaveras e verões - quando os invernos ainda planejavam chegar-me em toda sua fúria e castigo. Quando eu ainda queria ser poeta.

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2 comentários:

.ana disse...

queria ser poeta, mas vejo pelos teus posts que tu ainda não perdeu a poesia...
[mas, claro, é normal fircarmos calejados pela vida e às vezes perder um pouco do encanto. nem sempre conseguimos fazer versos daquilo que nos machuca.]


bjos!!

Vitor disse...

O mais gostoso de fuçar o armário e ver o quanto mudamos, e o quanto ainda somos os mesmos.

Se você não avisasse, acharia que era um texto recente. Até porque és várias travestidas de eus-líricos.

E quem disse que a prosa não é poética?