sábado, 10 de dezembro de 2011

Lavanderia

Eu escrevo e me lavo o que
com água não se pode limpar
eu me escrevo e te escrevo
e nos lavo as roupas sujas
que cuidamos em sujar
estendo-as no varal à minha vista
te estendendo a minha vida
pra que não venha a chuva e as molhe vez mais
espero o sol quente secá-las
pra então ver tudo branco outra vez
limpo mais uma vez
vagarosamente e com cuidado recolho-as
imaculadas como as nuvens
leves levo-as pra dentro de casa
limpas dobro-as e guardo-as
e assim de roupas faço-me
esperando a que venhas tu sempre tu
uma vez mais perfumá-las e quiçá sujá-las
pra que eu inda salgada com o corpo nu
das roupas que me as despem tu
mais uma vez nos tenha que lavar de novo


15 de maio de 2011

Um comentário:

unr disse...

com a devida pontuação,sem muita próclise e sem muitos síndetos,daria mais fluidez a este poema.como diz O ETERNO FERNANDO PESSOA:
A Ciência

A CIÊNCIA, a ciência, a ciência...
Ah, como tudo é nulo e vão!
A pobreza da inteligência
Ante a riqueza da emoção!

Aquela mulher que trabalha
Como uma santa em sacrifício,
Com tanto esforço dado a ralha!
Contra o pensar, que é o meu vício!

A ciência! Como é pobre e nada!
Rico é o que alma dá e tem.