quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Hello stranger




Sim, recebi o que escreveste, e foi com grande surpresa. E com grande surpresa maior ainda não consegui responder, seja por causa da minha transitória mudez, ou pelo lapso, saliente-se, temporal de dois anos ou mais, a memória é falha, em uma amizade tão bonita e que, entretanto, nem chegou a florescer devido a tempestades fora de época - atípicas. Temporais fora de época, atípicos, no fundo são típicos dentro de uma estatística possível, apesar de pouco provável. E passível também, de causar graves danos à flora, alguns até irreparáveis. Sorte da nossa amizade que nem sequer floresceu ter permanecido semente em uma terra que por ventura e acaso ou o que for que tenha sido que a determinou fértil. E assim de semente sermos vamos. 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Às gotas, gotejando





o que fazer
quando o escrever
já não mais ser
uma cachoeira 
apenas a escorrer
entre as árvores
as folhas e as margens
enquanto 
eu rio
?




      

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Àquele que carrega o nome de quem um dia agradou os ouvidos do filósofo do crepúsculo dos ídolos



política brasileira e politicagem
executivo legislativo judiciário

você
eu e você nunca nós
falhas

você não você
tu indefinido
indefinidamente você


uma aposta
vícios em jogo
o meu, bem explícito

entupir a alma de nicotina
o seu...
sexo

nacionalidade do autor de lolita?
russo, disse eu
não, disseste

apostado!
sinto muito,

russo.
já sabia,

perdeste.
e agora sinto que estás perto de quebrar a aposta neste exato minuto...

- não gostei do que senti, confesso.




Escrevo na escuridão, e ainda posso ver as curvas sinuosas das letras se formando apenas dos movimentos dos meus dedos, das minhas vivências e também das minhas mortes. És caso de vida ou morte. Se partires, mais uma vez morrerei. Que eu tenha que pagar por um erro que tu mesmo cometeste é-me um impropério!

Entenda - ou compreenda: eu te necessito. Estou sendo o mais egoísta que poderia um dia ser. E é necessário que eu esteja sendo assim; é necessário que eu seja egoísta por hoje para te ter sempre - e ter-me em alguém que talvez não me compreenda, mas que ao menos goste de tentar me entender - ou que goste de alguma coisa em mim, ou de mim alguma coisa.

Não direi que um dia te amei. Entretanto e porém: te necessito.

Escrevo na escuridão porque escrevo pra tu. Para o tu dentro de ti que não mais comigo quer estar. E tu mesmo, que despertaste quando se pôs a dormir o sol, tu que te acordaste tarde demais para os dias ensolarados.

Abracei-te forte. Tive medo de encarar teu rosto, tuas confissões enveredadas no olhar, (discretamente) escancaradas. Meus braços quiseram te abraçar.

Tens cheiro de abril - disseste.

E tu tens o cheiro das quatro estações, todas misturadas - assim, indecifrável.

Escrevo como quem não mais consegue escrever. Já sinto a tua ausência, a tua ausência presente. E meus braços quiseram te abraçar forte, bem forte, como quem silenciosamente roga para que nunca, jamais, me deixes, ou fujas de mim - como em meio a um nevoeiro matinal ousaste dizer querer fazer.


Letradamente tua,.








 manhã de algum dia de algum dos meses finais do ano de 2009 para alguém que nunca consegui decifrar e não sei por que nem como aqui me encontrou mas costumava me ler nas horas mais improváveis que conheci nem lembro bem como e que deixamos de nos falar por um questionável e inquietante porque que até hoje não sei porquê. por quê?

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Faltam-me as palavras, embora me sobrem os sentires




leve me          me leve
me leve no pensamento no leve me
no pensamento me leve
pensamento leve me
 me leve
leve