quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Àquele que carrega o nome de quem um dia agradou os ouvidos do filósofo do crepúsculo dos ídolos



política brasileira e politicagem
executivo legislativo judiciário

você
eu e você nunca nós
falhas

você não você
tu indefinido
indefinidamente você


uma aposta
vícios em jogo
o meu, bem explícito

entupir a alma de nicotina
o seu...
sexo

nacionalidade do autor de lolita?
russo, disse eu
não, disseste

apostado!
sinto muito,

russo.
já sabia,

perdeste.
e agora sinto que estás perto de quebrar a aposta neste exato minuto...

- não gostei do que senti, confesso.




Escrevo na escuridão, e ainda posso ver as curvas sinuosas das letras se formando apenas dos movimentos dos meus dedos, das minhas vivências e também das minhas mortes. És caso de vida ou morte. Se partires, mais uma vez morrerei. Que eu tenha que pagar por um erro que tu mesmo cometeste é-me um impropério!

Entenda - ou compreenda: eu te necessito. Estou sendo o mais egoísta que poderia um dia ser. E é necessário que eu esteja sendo assim; é necessário que eu seja egoísta por hoje para te ter sempre - e ter-me em alguém que talvez não me compreenda, mas que ao menos goste de tentar me entender - ou que goste de alguma coisa em mim, ou de mim alguma coisa.

Não direi que um dia te amei. Entretanto e porém: te necessito.

Escrevo na escuridão porque escrevo pra tu. Para o tu dentro de ti que não mais comigo quer estar. E tu mesmo, que despertaste quando se pôs a dormir o sol, tu que te acordaste tarde demais para os dias ensolarados.

Abracei-te forte. Tive medo de encarar teu rosto, tuas confissões enveredadas no olhar, (discretamente) escancaradas. Meus braços quiseram te abraçar.

Tens cheiro de abril - disseste.

E tu tens o cheiro das quatro estações, todas misturadas - assim, indecifrável.

Escrevo como quem não mais consegue escrever. Já sinto a tua ausência, a tua ausência presente. E meus braços quiseram te abraçar forte, bem forte, como quem silenciosamente roga para que nunca, jamais, me deixes, ou fujas de mim - como em meio a um nevoeiro matinal ousaste dizer querer fazer.


Letradamente tua,.








 manhã de algum dia de algum dos meses finais do ano de 2009 para alguém que nunca consegui decifrar e não sei por que nem como aqui me encontrou mas costumava me ler nas horas mais improváveis que conheci nem lembro bem como e que deixamos de nos falar por um questionável e inquietante porque que até hoje não sei porquê. por quê?

5 comentários:

Wagner disse...

Erros e suas consequências.

aaluah disse...

Continuo por aqui e pelo mesmo correio eletrônico, por se um dia.

Wagner disse...

É muito bom ouvir isto. Espero que esta distância encurte com o tempo. E por favor, tempo, mostre-me os caminhos ensolarados.

aaluah disse...

Que a distância encurte e o tempo se alargue. Quanto aos caminhos, aos caminhos ensolarados acaba de te guiar o tempo. Basta que não te ausentes e que tenha chegado teu tempo de novamente trilhá-los.

Wagner disse...

Ah, te mandei um email pedindo noticias suas. Espero resposta, caso tenhas tempo livre.