segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sobre limites e limitados




"- Você disse isso e isso e isso e fez isso e isso.

- Você deveria ter...

- Você não tem...

LIMITE!"





Não? Às vezes é o que parece. É o que eu pareço: muito ilimitada, muito eu, ou muito limitada a mim mesma? Não sei dizer. Sou eu? (ou, eu sou?). Também não sei responder. Apenas sei, só e sozinha, que sou-me, e, muitas vezes, não me sou como se realmente um não fosse o mesmo, mas estivesse outro. E estive outros, porém, já não os sou, carrego-os, apenas, arrastados dentro de mim, essas pessoas que eu um dia fui e hoje desconheço, e que permanecem em mim porque não têm onde abrigar-se que não em mim, sendo-me carga pesada, e eu, já calejada, não as sinto mais, nem os solavancos que a Caminhada nos insiste em presentear. Que fazer, então, se não posso abandoná-los à mingua? Se a mim me incumbiu a tarefa de me carregar como uma cruz e em Gólgota em mim ser crucificada?





"- Deve ser difícil ser Laura."









(Limite? 
Não tenho mesmo. 
Sou espaçosa como uma samambaia; 
extra vagante em Terra enquanto por aqui durar)








14 de outubro de 2012.


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