quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sobre silêncios & passados



Calo-me quantos mais forem os dias a passar-me; silencio-me a cada noite dormida, a cada presente que vira passado como estas palavras que estou a escrever, as quais a partir da primeira letra a adiante surgir passado já serão, tal qual a primeira assertiva "é" que se lerá logo a seguir em um breve brevíssimo-íssimo futuro que já se acerca e que terá a duração exata do tempo que eu me tomar e me demorar a escrever a retrocitada assertiva que será presente tão-somente enquanto durar o miúdo miudíssimo-íssimo-íssimo-íssimo-ad-infinitum instante da execução de tal palavra de uma só letra acentuada e só que aparecerá entre aspas tendo seu término o tempo necessário da relação de transformação de futuro para presente e em seguida passado findada com o término da sua caligrafia exatamente no cume do último minúsculo pontinho do traçado da sua acentuação aguda, um futuro que está durando e durará aproximados um minuto onze segundos e um microssegundo, contados, ademais de se feita uma leitura pausada deste, a partir da primeira palavra "assertiva" encontrada neste texto-se-texto-for pois que de onde surge o futuro dessa futura assertiva que será, bem como como já "é" passado - calo-me como tudo: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: 





[Da palavra ''execução" quanto a palavra ''é'': executei-a quando executei seu futuro no momento em que a tornei presente executando também a este quando logo em seguida  vira passado - a quem por quem será executado?]:





vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: vira passado: 






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