terça-feira, 8 de outubro de 2013

Escasso, escassamente humano







Eu acho engraçado quando as pessoas estigmatizam o outro por sua "maldade" ou por seus atributos maléficos, supostamente particulares e peculiares ao ser indefinido a quem se critica e marginaliza da "humanidade", condenando-os a classificação de humanos não serem, estipulando o humano como ser benévolo e incapaz de praticar atos contrários ao que se espera pelo contrato da sociedade, quando na verdade é justamente essa nossa característica, que muitos não querem admitir, bichos selvagens domesticados e pensantes que somos, que nos tornam em HUMANOS, por justamente não querermos sê-lo. É só uma reflexão minha que faço toda vez que escuto/leio alguém dizer que uma pessoa não é/pode ser considerado um ser humano por suas atrocidades, postulando o mal como um abjeto. Eximindo-nos da nossa parte fétida e podre.






24 de setembro de 2013

De kronos e arranjos desarranjados










arranjadas -
E não sei como vou fazer quando todas as coisas caírem de volta, inusitadamente acomodadas e 
Eu que estou.
O tempo é.
to sou a que dia após dia, noite após noite estou a esgotar.
que a isto se resume o kronos ao trocar do dia pela noite, é isto que fica enquanto eu me vou, enquan-
trar, porque o tempo está em mim e não na luz e na escuridão que, contrariamente credita-se a idéia de
está passando e meu corpo mo vai indicando o que o ponteiro do relógio quebrado não consegue mos-
vejo-me envelhecendo e não roupas, nem pó-de-arroz nem rouge para me disfarçar; mas o meu tempo 
guindo seu fluxo para cima, em direção aos cumes das montanhas, mas o meu tempo está correndo e 
suspensas balançarem e eventualmente desprenderem-se, ainda que os córregos de água continuem se-
respirar, e eu percebo o tempo também suspenso, embora eu ainda consiga ver as folhas das árvores 
isto está sacudido, caiu de baixo pra cima e está suspenso, pairando no ar que não consigo mais
dou-me conta de que até o chão vai subindo e eu vou ficando abaixo, em algo que nem nome tem; tudo
as outras vão-se fincando nas nuvens; vejo a cascata lá de baixo fluir em direção ao alto das montanhas;
do da janela, que me mostra árvores flutuando no céu e suas raízes desprendendo-se da terra enquanto
adormecida e meio viva e não-viva, vou caindo no chão com a cabeça acidentalmente virada para o la-
como estou eu cá deitada na cama que também está a levantar-se, enquanto eu, meio acordada, meio
outros, as águas perfumadas misturando-se em um aroma bruto, estranhamente agradável e confuso,
se estilhaça em mil duzentos e vinte e três pedacinhos; os frascos de perfume chocando-se uns com os 
de me cobrir a nudez com que me visto agora, vejo pingos de água pairando enquanto o copo de cristal
invertido e pela idade que têm que as fez soltarem; eu vejo os travesseiros voando e os lençóis deixarem 
violência e os lembretes caindo de dentro das suas folhas, algumas delas rompendo-se devido ao baque
me apresenta diante dos meus olhos, eu vejo a mobília sacudida, vejo os livros no ar se abrindo com 
gostar também se fosse de outra cor, um verde-esmeralda por exemplo; mas vejo mais do que o que se
Estou deitada e, enquanto isso, quando volto os olhos para cima eu vejo um teto branco que poderia 






Ditongo






DITONGO
EU E VOCÊ
DE TANGO
EU DE TANGA
E VOCÊ DITANDO