quinta-feira, 10 de outubro de 2013

AVE AMOR MORITURI TE SALUTANT!






SUBO DA ESCURIDÃO
AVE IMPERATOR
O MEU ESCUDO DISPENSO
CANSADO DE CARREGÁ-LO 
EU ESCUDO FAÇO-ME
DESEMBAINHO-ME NO MELHOR DE MIM
TODO O POVO A ME ASSISTIR
NAS BATALHAS SEMPRE ÚLTIMAS
HOMENS ATACAM-ME
ESCUTO OS GRITOS DE SURPRESA
MOVIMENTO-ME COM DESTREZA
POR ENTRE FAMINTOS LEÕES
ESCUTO A PLATÉIA INCRÉDULA
A ESTE HOMEM NADA IMPERA
SEM QUE AO SANGUE O LEVE
PORQUANTO EXISTIR QUEM O VEJA E O OVACIONE
EM SUAS ATUAÇÕES MORTAIS
EU, GLADIA E DOR
DESTROÇANDO-ME EM INTEIRICE
COMPLETANDO-ME COM ESVAIR-ME
FATIGADO DO MEU ETERNO SER VIR
SEMPRE À TUA INALCANÇÁVEL PESSOA
AVE CAESAR
IR-ME EMBORA VOU
DESTE TEU REINO
EM QUE SÓ  IMPERA A DOR






Tenho que começar a me guardar em mim, tácita e silenciosamente, até não caber mais. E quando já não me couber mais dentro de mim mesma, continuarei calada, observando meus estilhaços gritando por aí...


nove de novo novembro de há dois anos 








Constante 
inconstância
Sou mar em terra






13 de setembro de 2012