segunda-feira, 25 de maio de 2015








certa vez li que o amor é bem menos espalhafatoso do que dizem. fiz lembrete do que li e guardei o papelzinho mental em um bolso imaginário de uma calça que eu nem lembro qual era a que eu usava nesse momento. hoje, ao meter as mãos no bolso, senti um papel amassado lá no canto, já bem moldado àquele recanto do meu bolso. abri, com um pouco de dificuldade, aquele papel. nada. virei o outro lado. nada novamente. apenas um papel amassado em minhas mãos. fiquei ali diante daquele papel em branco, amassado, diante de nenhuma surpresa, para minha surpresa. e compreendi. o amor é bem menos espalhafatoso do que costumam dizer, aliás, o amor não é espalhafatoso, e não é porque não precisa espalhar fatos por aí pra se provar como tal. 
o amor é espalhatoso.