domingo, 31 de julho de 2016

terça-feira, 26 de julho de 2016

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dia do escritor





"Conversas de um dia de mentira
"Por que esta cara triste? O verão está se transformando em outono, dá pra sentir no ar, e você está aqui sentado nesta mesa de bar com a melhor música dos melhores brasileiros, um cigarro na mão, sentindo o gelado das melhores cervejas na garganta, sendo atendido por um garçon que deveria ser premiado por sua agilidade, e você com essa cara de defunto, veja, tudo está ótimo. É hora de viver. Ah, aliás, eu sou sua nova mulher." Falando assim devagar e fazendo análises a todo momento, ela me falou muito mais. Como o verão se torna outono, o outono inverno, e o inverno primavera só pra poder voltar pro verão outra vez, e como tudo é triste, mas bonito, e como somos nada e tudo, e como tudo passa, e como passa. Aquela foi a primeira vez que a vi e eu acho que ela estava certa. É hora de viver, mas eu estou preso na minha velha mulher."







terça-feira, 19 de julho de 2016



quase meio-dia, olhei para o lado direito, havia um panfleto pregado na parede do hospital que [me] dizia Aurora Café;
ainda agora, durante a conversa no jantar, disseram [a mim] tem uma advogada muito boa, de Recife; o nome dela é Aurora.
lembrei-me de um rabisco bobo que outrora escrevi: Aurora, ora aura, ora ora.
deve ser apenas há caso.


segunda-feira, 18 de julho de 2016





















releio cartas
vezenquando
as que recebi
as que nunca (te) enviei
e as que me imagino recebendo
e as que nunca irei escrever
- todas datilografadas -


eu vou inventar um correio que nunca vai existir. vou contratar um carteiro esperto, sorrateiro e cego; o horário de funcionamento será das 22h às 05h; vou disponibilizar guardanapos, canetas estouradas e tubinhos de cola à base de cuspe e também mais uma dose, preferencialmente, de cachaça em um copinho americano, cortesia da casa; os envelopes de borda verde e amarela terão espaço para destinatário; por fim, inexistirão os remetentes, importa apenas que a carta chegue.








quarta-feira, 13 de julho de 2016











                                                                              







segunda-feira, 11 de julho de 2016





taran-tan-tan - 




nesses dias eu vi uma olivetti lettera 82 para vender, verde-acinzentado, tipo maletinha, pra levar pra todo canto, e depois vi outra igual, azul-marinho. 


eu tenho uma olivetti, não sei o modelo, mas é linda, vermelha, e acaba minhas unhas (,sempre tem que haver algo que dói naquilo que amamos).

eu esqueço da vermelha que tenho. (a gente sempre esquece o que tem.) 

quis comprar uma, quis comprar a verde-acinzentada, mas comprei nenhuma.




imagine-me terminando essas palavras escutando 'bizet carmem habanera"


- taran-tan-TAN.



amazing
















imagine só que incrível

um eterno-retorno

um labirinto ouroboros

























já existe uma palavra para não-presença, em alemão?