segunda-feira, 18 de julho de 2016





















releio cartas
vezenquando
as que recebi
as que nunca (te) enviei
e as que me imagino recebendo
e as que nunca irei escrever
- todas datilografadas -


eu vou inventar um correio que nunca vai existir. vou contratar um carteiro esperto, sorrateiro e cego; o horário de funcionamento será das 22h às 05h; vou disponibilizar guardanapos, canetas estouradas e tubinhos de cola à base de cuspe e também uma mais uma dose, preferencialmente, de cachaça em um copinho americano, cortesia da casa; os envelopes de borda verde e amarela terão espaço para destinatário; por fim, inexistirão os remetentes, importa que a carta chegue.








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