sábado, 27 de agosto de 2016





3 dias 

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27/08/2016







Sinto lhe informar, senhor Freud, que vossa psicologência esqueceu-se de mencionar, nas suas etapas do desenvolvimento psicossexual, a fase escrital, a dos escritos, afinal, são excertos excretados dos recônditos mais profundos dos mais profundos recônditos que temos em nós e aos quais apegamo-nos talvez mais do que a qualquer outra coisa. Essa fase escrital poderia muito bem explicar várias questões na minha vida e, principalmente, explicar os assuntos esparsamente abordados e repetitivos pela dona desta mesmíssima mão que está a isto escrever o que não sabe se alguém irá ler.






















você está aí?





meados de dois mil e treze


27/08/2016




eu fico pensando antes de escrever, acho que é um resultado contrário de tantos anos fazendo antes de pensar. de tentar corrigir esse costume acho que fui perdendo um pouco da espontaneidade para ganhar mais racionalidade. não sei se os resultados foram tão valiosos como eu imaginava que fossem. o que eu quero dizer é que tenho me tornado cada vez mais sensata, e que isso é bom. e que quando eu não era assim, era ruim, mas toda aquela insensatez tinha algo de bom que não era ruim pra mim. toda insensatez é precedida por um frio na barriga que a calmaria da sensatez não te dá. e eu sinto falta disso, meu deus, como eu tenho sentido falta. não é uma falta que eu queira sentir, é uma falta que o corpo sente, já acostumado pela vida antes vivida. o corpo que me pede, e eu gosto do pedido. 

mas não sei se aceito.











 pouco mais que um ano atrás